Escrevo, como um exercício, de minha imaginação.

6.11.2009

Carro Conversível

O carro percorria a estrada, numa velocidade o suficiente para esvoaçar os seus cabelos. O carro conversível ano 1950, rodava perfeitamente no asfalto quente. Ela sorria e suas mãos gelavam com todo aquele frescor do vento. No toca-fitas antigo, o som de Burning Love de Elvis, a deixava arrepiada... Girl, girl, girl ela cantava e gritava palavras desconexas.
Estava indo sabe-se lá pra onde, estava sem rumo, completamente sem destino. Queria ser feliz, em busca de algo, que somente ela sabia o significado. Sua atitude, tinha lhe custado caro, e por essa razão, ela iria até onde as consequências fossem deixar.
Naquele dia pela manhã, acordou e viu sua mãe servir o café, com os mesmo hábito de sempre. Ela olhava a cena: Sua mãe de avental, com o bulê de café na mão, servindo delicadamente o seu pai.
Aquela visão, ía contra a todos os seus princípios, mas dar as suas idéias, a sua mãe, não iria adiantar nada, a essas 'alturas do campeonato' sua mãe era feliz, fazendo o que ela só sabia fazer, servir xícaras de café quente e fazer lista de supermercado.
Ela sonhava com a liberdade, fazendo muitos cafés, mas para si mesmo, em canecas coloridas, na soleira da janela, pensando na vida livre que ela tinha.

Sua amiga telefonou e ela saiu apressadamente, sem tomar o café, que tanto a fez pensar, pegou o primeiro ônibus, e chegando no destino, comprou um jornal, sentou no mesmo lugar de sempre, a espera da amiga, que já deveria ter chegado.
Olhava os anúncios de aluguel de apartamentos, queria um bem pequeno, pois só teria dinheiro para fazer a mudança. Sua amiga queria dividir o aluguel, mas ela já começava a desistir da parceria, tinha receio de que não fosse dar certo.
Amiga chegou, suando e abanando pela correria do atraso. Logo, ela falou, que aquilo era loucura, e que só a chamou pra avisar que estava desistindo da loucura de morar sozinha.
Ela agradeceu aos Deuses, pois era isso mesmo que ela queria, começar essa nova vida, sozinha e livre, como em seus sonhos.
Saiu sem dizer uma palavra a amiga, e com um sorriso nos lábios, deu-se a resposta.

Caminhou a manhã inteira, visitando diversos apartamentos, mas nada a fazia feliz e acomchegada. Dentro do ônibus avistou uma loja de carros antigos, e se apaixonou pelo conversível, que ilustrava a frente da loja. Entrou em casa sem dizer uma palavra se quer, e correu para quarto, abriu uma mochila e colocou algumas roupas, cinco fitas cassetes, e outros objetos particulares. Foi na cozinha pegou sua caneca preferida de café, deu um longo abraço em sua mãe e deixou um número de telefone.

Chegando na loja, parou em frente ao carro, que lhe tinha despertado o amor, perguntou o preço, e saiu da loja decepcionada. Não tinha todo aquele dinheiro, mas precisava daquele carro!
Perguntou se poderia dar uma volta, na quadra, para testar o motor, o vendedor, desconfiado conssentiu, com a condição de que ele fosse junto. Ela entrou no carro, olhou o espelho retrovisor, seus olhos brilhavam, deu a ré e sentiu pela primeira vez, em toda sua vida, a sensação de liberdade que tanto queria sentir. O vendedor, pediu que ela fosse lentamente, pois aquele carro era umas das preciosidades do dono, e não queria que causasse nem um dano a máquina.
Ela, pediu ao vendedor se poderia escutar uma única música, naquele carro, contou uma história triste, da sua imaginação, é claro. Como já se passava da hora do almoço, e ele queria fazer o seu horário livre, conssentiu. O interesse dele, era maior que uma simples venda, mas não 'alimentava' esperanças tão diferente dele.
Visando tal interesse a convidou para almoçar, ela aceitou na hora!
Chegando no posto de gasolina, onde se localizava um restaurante, ela pediu que ele descesse do carro, ele muito bobo, saiu e quando entrava dentro do restaurante, escutava os pneus do carro, rolarem no chão e ela seguir seu caminho, finalmente de liberdade!

5.15.2009

'Amigos'

Deitada no sofá, a meia luz, ela olhava para a janela, apreciava as estrelas, a noite se desenhava como um conto-de-fadas. As nuvens brancas passeavam pelo céu negro, escondendo por vezes a lua cheia que iluminava as ruas.
Ela pensava na vida, nos desejos, na lua. Nas fases que a lua mudava todos os meses, e ela também. Tinha vontade, de levantar daquele sofá, sair correndo, deleitar-se daquela noite que parecia a chamar. Mas seus braços, suas pernas, pesavam. A sensação que tinha é que não conseguia mover-se. Sua cabeça dava voltas, lembrando-se daquela tarde no parque, sob o sol de outono. Escutava ela, um rockzinho inglês, aquele garoto, de olhos verdes, pele clara, cabelos castanhos desbotados. Aquele olhar que ambos se davam, enchia-a o peito de algo que ela não sabia o que era, mas era muito bom. Tão bom quanto aquela lembrança que estava viva em sua memória.
Deitados os dois no gramado daquele parque, passaram a contar as folhas das árvores, que caiam. Riam de toda aquela brincadeira infantil. Suas cabeças coladas lado a lado, os cabelos se misturavam, e seus risos, felizes com aquela companhia bem-vinda.
Aquele encontro não acontecia há anos. Se conheceram muito crianças, eram amigos de escola e vizinhos de casa. Tinham tantas coisas em comum, que as vezes se perdiam em suas conversas. Gostavam da mesma música, dos mesmos livros, dos mesmos lugares.
Mas a vida deu um jeito de os separar por escolhas diferentes. Ela foi morar em outra cidade com seus pais. Ele ficou, continuando na mesma casa, e com a saudade mais forte, mais intensa, das recordações.
Quando ela voltou, estava disposta a resgatar aquela amizade, que tanto lhe causava nostalgia. Ligou para ele, ao 'colocar o pé' na cidade, e com uma voz de sorriso, ele lhe atendeu o pedido, de se verem naquele parque, embaixo daquela árvore de tronco forte e imenso.
Ela continuava parada, deitada naquele sofá, pensando no que iria fazer, para mudar tudo aquilo.
Tinha medo, receio, e pavor. Um telefonema, seria o ideal, do que chegar de surpresa, áquela hora, não sabia se a sua presença causaria a expectativa positiva que ela, queria lhe causar.
Pegou o telefone, discou o primeiro número, discou o segundo número, colocou no gancho, num gesto rápido!
Ele estava deitado na cama, nas mãos um exemplar dum livro de poesias, que havia comprado num sebo próximo a sua casa. As poesias, o faziam suspirar mais do que suspirava com todos os pensamentos que 'circulavam' em sua memória, que atônita estava com a atitude dela.

O dia amanheceu, com um sol desses que se escondem entre as nuvens, não querendo sair. Ambos acordavam em suas casas, querendo mais um reencontro, sentir o som da voz, o calor que suas peles a faziam ao aproximar-se. Nunca tiveram um beijo se quer, era uma amizade pura, singela, verdadeira e recíproca.
Ele vestiu-se e saiu a procurar a rua dela, a poucas quadras de onde ele morava, seguiu a pé. As cores daquele dia, pareciam perfeitas para uma foto juntos. Chegando perto do edificío, ele arrumou o cabelo, passando as mãos sobre ele, limpou o casaco e tirou do bolso um bilhete no qual estava o nome da rua, o número do edificío e do apartamento dela.
Ela tomava o café, deitada na cama. 
A campainha toca, ela se levanta e abre a porta, com a sensação que é ele que está atrás dela.
Ambos se abraçam, e sem nenhuma palavra, os dois se abraçam. O abraço apertado dura por alguns minutos, fazendo que mais um momento de ambos eternizassem.
Ela empurra a porta com o pé, e quando seus olhares se cruzam, quandos ficam cara-cara, o beijo então acontece. Beijo esse que demora, suas bocas úmidas, mornas se unem. Nada nem ninguém pode mudar. Caem no sofá da sala, seus lábios, estão juntos, que os gestos, as ações são bruscas, dupla e paralela a todos os sentidos, que sentem.

Passaram dias, trancados naquele apartamento, olhavam o sol nascer, o sol cair. O frio que faziam na rua, deixavam eles mais apaixonados, que sempre estiveram em toda suas vidas.
Era um encontro de almas, de vidas que sempre estiveram juntas. 
No final daquela semana, eles fizeram planos, criaram metas... 
O telefone toca, depois de um silêncio quase mórbido, ele atende, do outro lado da linha, uma voz de homem, pergunta por ela, diz, que na primeira hora da manhã irá buscar-lá, para fazer as pases e marcar a data de casamento. Ela fica pálida, trêmula, sem consigar falar qualquer palavra, não havia contado a ele que era noiva, e que iria se casar. Decepcionado, e com lágrimas 'correndo' o rosto, ele se veste correndo e sai pela porta, sem deixar-lá dar qualquer explicação.

5.05.2009

Mãe

As horas  daquela noite não passavam, ele caminhava dum lado para o outro, nas mãos o cigarro queimava entre os dedos, o café quente esfumaçava a xícara, e ele tomava com agonia.
Não sabia o que fazer, seus pensamentos eram todos confusos, e quando olhava pro relógio, tinha a sensação de que as horas não passavam. Naquela manhã, tinha acordado e feito tudo como sempre, tomado seu café, levado as crianças na escola,  deixado sua mulher no trabalho. Quando chegava na empresa, colocava seu palitó no encosto da cadeira, e começava seu trabalho. Era contador. Trabalhava com números, pois odiava letras. Os números eram exatos, fiéis aos resultados, mas as letras não o davam essa sensação.
Na hora do almoço como de  costume, foi ao mesmo restaurante, pedir o mesmo 'prato' e tomar o mesmo refrigerante. Era um homem de hábitos, não sabia viver sem eles. 
Mas aquele dia, todos os seus hábitos, iriam o mudar pra sempre.
Deitado no divã do escritório, relaxando depois do almoço, lembrou daquela menina sentada a sua frente na mesa vizinha. Rosto sereno, quase angelical, tinha nas mãos unhas rosinhas, redondinhas, o faziam lembrar as mãos de sua mãe. O olhar da menina era longe, distante daquele prato de comida, que ela brincava com os talheres. Ele olhava para a menina encantado com a sua aparência, aqueles cabelos cacheados loirinhos, bochechas rosadas, boca vermelha a face daquela moçinha era muito maternal.
Os olhos pesavam, ele não poderia dormir, logo logo, estaria de volta ao trabalho, e as pessoas chegariam, o trabalho daquele mês era árduo, não poderia adiar.
Depois que atendeu ao último cliente, saiu cansado, ver sua esposa, depois daquele dia dificíl, era tudo que ele queria. O casal era feliz, tinham algumas briguinhas, como todo casal, mas tinham afinidades, se amavam muito, e os filhos era absolutamente tudo para eles.
Na hora em que foi dormir, lembrou-se da moça, de cabelos cacheados, do rosto de boneca, que havia mechido com algo dentro dele, e ele não sabia o que era.
Na hora do almoço do outro dia, estava lá a moça angelical, sentada a sua frente na mesa vizinha, brincando com a comida. Ele se sentindo incomodado com a presença dela. 
A moça, por vezes olhava para ele, os olhos dum azul, quase cinza, olhos que transmitiam uma bondade de quase santa. O sentimento o incomodava. Ele sabia, que casos extra-conjugais, eram a pior coisa, geravam mais problemas do que prazeres.
Mas aquele rosto, aquela menina o intrigavam...
Por três semanas, a menina almoçou no mesmo lugar que ele, e sempre o encarando algumas vezes. Ele ficava desconcertado com os seus olhares, mas já esperava a hora do almoço diariamente com certa euforia para o encontro.
Na quarta semana a menina não apareceu, nos dois primeiros dias, ele achou estranho, mas ignorou, a moça poderia estar doente, com outro compromisso. 
Na sexta-feira, não se conteve, e na hora de pagar os almoços do mês, perguntou no caixa do restaurante, quem era aquela menina angelical misteriosa. Descreveu as características, mas não obteve nehuma informação substancial...
 -Não sabemos se trabalha por aqui, não sabemos o seu nome, só sabemos que sempre chegava ás 11:45, e vem sempre a bordo de um táxi.
Foi para casa, cheio de dúvidas, mas prometeu-se não deixar aquela moça, atrapalhar seu descanso de final-de-semana.
Mas na hora em que deitava e fechava os olhos, não lhe saia a imagem da face da moça, das mãos delicadas e dos cabelos cacheados.
Passaram meses, e a lembrança da moça, já estava quase esquecida de sua mente. 
Numa tarde no trabalho, quase fechando o expediente, a secretária, entra de sobresalto em sua sala, na companhia duma senhora de idade, muito humilde, e com semblante de preocupação.
  -Está senhora, não me deixou ser anunciada, não marcou hora, e disse ser amiga da sua família!
Olhou no rosto daquela singela velhinha, e a deixou sentar, não conseguia lembrar dela, nunca havia visto.
A senhora, com dificuldade na fala e com um sotaque em espanhol, suspirou e começou a relatar.
Disse que era amiga de sua mãe, amigas de infância, por muitos anos, passaram a se comunicar por cartas, desde que se mudou com seu pai para cidade onde moram, e que antes de morrer, a visitou, ficando em sua casa por uma semana.
Ele escutava atento, e ligava os fatos, sem entender nada. 
Gostaria de levar o Senhor na pensão, que estou hospedada, quero lhe entregar umas coisas que sua mãe me deixou, pois tinha medo, que seu pai não o entregasse.
Despertou-se nele uma curiosidade absurda, algo que ele nunca havia sentindo, e deixou-se levar pelo apelo daquela pobre Senhora.
Quando os dois chegaram na pensão, ele sentiu um certo repúdio, o quarto cheirava a naftalina, e a cama, lhe tinha a sensação de que se ele sentasse subiria um pó, desses que remetem a casas mal assombradas.
A Senhora, abriu a mala, e tirou uma pilha de cartas, amarradas a um barbante, deu-lhe mais uma caixa de madeira, e disse
  - Yo guardo, estas carta há mucho años. Tengo muy apreço por las cartas, tenga mucho cuidado, pues se uste no quiser, dime todas. En la caixa, tenies los mistérios de su madre, tenies cariño.
Ele saiu suando de dentro da pensão. Abriu o carro e sentou em frente a direção. Olhou para a caixa e abriu com certa delicadeza e desconfiança. Tinha algumas fotos, a primeira, sua mãe com um bebê, a segunda, sua mãe com uma criança. A terceira foto, sua mãe, um pouco antes de morrer, abraçada a moça de cabelos cacheados, olhos azuis quase acinzentados, bochechas rosadas e boca vermelha. Atrás da foto, estava escrito:
"Meu filho, está é sua irmã, e eu mãe, de vocês dois." Dê-lhe afeto, o tanto que eu não pude dar, pelos tropeços de minha juventude." Mamãe.

5.04.2009

Anabela

Nas manhãs de sábado, Anabela, acordava sempre as nove horas da manhã. Sentava na cama, olhava as janelas fechadas, venezianas brancas de madeira, que molhadas estavam pela cerração da madrugada. colocava os chinelos de pano e fazia sua faxina matinal íntima. Quando se preparava para tomar café, buscava os jornais na porta de casa e antes de ler, cheirava-os. O papel áspero com perfume de tinta fresca, a inspirava para escrever nos seu diário dos sonhos. Ela tinha um diário de sonhos, um caderninho do qual fazia anotações, de todos os detalhes, aquilo a ajudava a não ter mais os pesadelos, que na infância tinham a deixado quase traumatizada.
Por volta do meio-dia, almoçava muito rápido, pois o passeio de sábado era mais importante do que qualquer comida que sua boca poderia degustar.
Saia num passo apertado e pegava o primeiro ônibus que no 'ponto' parava. O ônibus seguia para o principal parque da cidade. Lá ela sentava num banco de praça, e observava tudo a sua volta.
Quase seis horas seguidas, sentada, sem nenhuma água, sem nenhuma pipoca, olhando detalhe por detalhe de ação das pessoas. E nada lhe passava em 'branco', criançinhas, adultos e idosos.
Por vezes já conhecia algumas pessoas, sem ao menos ter trocado qualquer palavara. Ela já a tinha como íntimos. Adivinhava o que as pessoas falavam, e ás vezes acertava. Tudo no seu pensamento. Uma vez uma menina de uns cinco anos, andando de bicicleta deu-lhe um grande sorriso, Anabela naquela dia, anotou no seu caderninho de sonhos, fazendo muitas observações de aquilo não se tratava dum sonho, mas que de tão lindo parecia como tal.
Anabela, era uma mulher sem amigos, sem família, sem ninguém. Criada por uma Madrinha, a deixou uma casa, e muitas histórias.
Era uma menina-mulher, meiga, solitária e feliz com a sua solidão. Imaginava diálogos com as pessoas que observava no parque nas tardes de sábado. Tinha uma imaginação tão grande, que não conseguia a colocar em prática.
Nas noites de sábado, fazia sempre o mesmo ritual, sentar na frente da televisão, assistir todos os programas noturnos, sendo que os de sua preferência era as novelas.
Nelas tinha os sentimentos que não tinha com ninguém, os personagem lhe ofereciam companhia e afeto que a fazia a chorar muito, quando acabava por um domingo inteiro.
Anabela, era doce, alegre, mas com um semblante distante. Os vizinhos de seu prédio, a tinham pena, pois sabiam que aquela moça era só.
Numa tarde, dessas de sábado, o ônibus que ela pegava para dar o seu passeio quase que religioso, enguiçou, e Anabela, se obrigou de ir a pé até o parque.
No percurso longo, caminhava em passos largos, olhando para o céu azul, o suor escorria-lhe a face, que a faziam secar com o lenço. Vestida numa saia longa, blusa de algodão e sapatos pretos, tinha um cabelo quadrado preto liso, e sua pele num tom pardo, lhe fazia não parecer a idade que tem, seus 29 anos.
Tropeçou numa pedra, caindo um enorme tombo. O homem que passava quase do lado, olhou a cena e foi ajudar. A saia tinha rasgado, e suas mãos que espalmadas cairam, tinham a esfolado levemente. Anabela, atordoada pelo tombo aceitou a ajuda, sem dizer uma palavra, no seu rosto caiam lágrimas, que se confundiam ao seu suor.
Homem, alto, vistoso a segurava pelos pulsos, fazendo-a sentar no cordão da calçada. 
Sentados os dois lado-a-lado ele queria ajudar aquela moça, sabia que poderia mais. O rosto dela tinha feições delicadas, mas escondidos naquele corte de cabelo, com aquelas roupas, a enfeiavam de tal maneira, que a pobre moça, não deveria ter namorado, muito menos uma paquera.
Anabela, que pouco falava, conseguiu dizer-lhe um singelo obrigado, pelo gesto gentil daquele homem, mas não conseguia se quer olhar-lhe no rosto.
O homem se levantou e foi embora. Anabela ficou por alguns minutos sentada, a suar e chorar no vão do chão.