Estava indo sabe-se lá pra onde, estava sem rumo, completamente sem destino. Queria ser feliz, em busca de algo, que somente ela sabia o significado. Sua atitude, tinha lhe custado caro, e por essa razão, ela iria até onde as consequências fossem deixar.
Naquele dia pela manhã, acordou e viu sua mãe servir o café, com os mesmo hábito de sempre. Ela olhava a cena: Sua mãe de avental, com o bulê de café na mão, servindo delicadamente o seu pai.
Aquela visão, ía contra a todos os seus princípios, mas dar as suas idéias, a sua mãe, não iria adiantar nada, a essas 'alturas do campeonato' sua mãe era feliz, fazendo o que ela só sabia fazer, servir xícaras de café quente e fazer lista de supermercado.
Ela sonhava com a liberdade, fazendo muitos cafés, mas para si mesmo, em canecas coloridas, na soleira da janela, pensando na vida livre que ela tinha.
Sua amiga telefonou e ela saiu apressadamente, sem tomar o café, que tanto a fez pensar, pegou o primeiro ônibus, e chegando no destino, comprou um jornal, sentou no mesmo lugar de sempre, a espera da amiga, que já deveria ter chegado.
Olhava os anúncios de aluguel de apartamentos, queria um bem pequeno, pois só teria dinheiro para fazer a mudança. Sua amiga queria dividir o aluguel, mas ela já começava a desistir da parceria, tinha receio de que não fosse dar certo.
Amiga chegou, suando e abanando pela correria do atraso. Logo, ela falou, que aquilo era loucura, e que só a chamou pra avisar que estava desistindo da loucura de morar sozinha.
Ela agradeceu aos Deuses, pois era isso mesmo que ela queria, começar essa nova vida, sozinha e livre, como em seus sonhos.
Saiu sem dizer uma palavra a amiga, e com um sorriso nos lábios, deu-se a resposta.
Caminhou a manhã inteira, visitando diversos apartamentos, mas nada a fazia feliz e acomchegada. Dentro do ônibus avistou uma loja de carros antigos, e se apaixonou pelo conversível, que ilustrava a frente da loja. Entrou em casa sem dizer uma palavra se quer, e correu para quarto, abriu uma mochila e colocou algumas roupas, cinco fitas cassetes, e outros objetos particulares. Foi na cozinha pegou sua caneca preferida de café, deu um longo abraço em sua mãe e deixou um número de telefone.
Chegando na loja, parou em frente ao carro, que lhe tinha despertado o amor, perguntou o preço, e saiu da loja decepcionada. Não tinha todo aquele dinheiro, mas precisava daquele carro!
Perguntou se poderia dar uma volta, na quadra, para testar o motor, o vendedor, desconfiado conssentiu, com a condição de que ele fosse junto. Ela entrou no carro, olhou o espelho retrovisor, seus olhos brilhavam, deu a ré e sentiu pela primeira vez, em toda sua vida, a sensação de liberdade que tanto queria sentir. O vendedor, pediu que ela fosse lentamente, pois aquele carro era umas das preciosidades do dono, e não queria que causasse nem um dano a máquina.
Ela, pediu ao vendedor se poderia escutar uma única música, naquele carro, contou uma história triste, da sua imaginação, é claro. Como já se passava da hora do almoço, e ele queria fazer o seu horário livre, conssentiu. O interesse dele, era maior que uma simples venda, mas não 'alimentava' esperanças tão diferente dele.
Visando tal interesse a convidou para almoçar, ela aceitou na hora!
Chegando no posto de gasolina, onde se localizava um restaurante, ela pediu que ele descesse do carro, ele muito bobo, saiu e quando entrava dentro do restaurante, escutava os pneus do carro, rolarem no chão e ela seguir seu caminho, finalmente de liberdade!